A classificação das esponjas é feita principalmente com base nas estruturas esqueléticas, nas espículas.
Geralmente as esponjas são divididas em três classes: Calcarea, Demospongiae e Hexactinellida

Calcárias: possuem espículas de carbonato de cálcio que não podem ser diferenciadas em mega e microescleras. São exclusivamente marinhas e apresentam espécies asconóides, siconóides e leuconóide.

Demosponjas: possuem espículas de sílica e de fibras de esponjina. Suas espículas podem ser divididas em micro e megaescleras. Existem demosponjas de água doce e marinhas e sua organização é sempre do tipo leuconóide

Hexactinellida: conhecidas como esponjas-de-vidro, possuem espículas de sílica que podem formar uma complexa rede esquelética. Ocorrem em ambientes marinhos de grande profundidade. As esponjas-de-vidro apresentam tecidos sinciciais - e, portanto, não podem ser classificadas como asconóides, siconóides ou leuconóides.




Por serem animais filtradores, as esponjas são ótimas bioindicadores de qualidade da água. Além disso, os poríferos fazem simbiose com organismo fotossintéticos (zooxantelas - matriz amarelada ou cianobactérias - matriz verde, violeta, marrom). E servem de alimento para muitas teias alimentares. Geralmente estão associados com recifes de corais, abrigando grande diversidade de organismos marinhos.
                                       

As esponjas secretam várias substâncias químicas, e elas podem ter propriedades anti-inflamatórias, antibióticas e antitumorais, sendo usadas na produção de medicamentos. Além disso, desde os tempos antigos, o endoesqueleto de algumas esponjas tem importante valor comercial. Eles eram e ainda são usados como esponjas de banho.


A esponja Spongia Tosta contém substâncias antibióticas que ajudam no tratamento de doenças homeopáticas.



Como não possuem sistema digestório, a digestão dos poríferos acontece de forma intracelular. 
Eles alimentam-se de microorganismos e restos orgânicos, que entram pelos poros juntamente com a água, e vão parar no átrio, onde ficam os coanócitos.

Cada coanócito possui um longo flagelo. O batimento desses flagelos, de forma circular, promovem um contínuo fluxo de água dentro desse animal. 
Então, esses coanócitos fagocitam e digerem as partículas que são enviadas para os amebócitos. Os amebócitos, terminam a digestão e distribuem por todo o corpo. 

Depois disso, a água com resíduos do metabolismo desses animais é eliminada para o ambiente por meio de uma abertura  (o ósculo).


A respiração dos poríferos é feita através do processo de difusão, onde o oxigênio passa do meio externo para dentro das células e o gás carbônico faz o caminho inverso.